cinco minutos

 

A obra cinco minutos publicada, em 1856 é um romance urbano, o qual procura retratar a vida e os costumes na cidade, tendo como cenário o Rio de Janeiro no Segundo Império.
A história inicia-se com o autor escrevendo uma carta à sua prima, sobre como se deu o romance entre ele e sua esposa.
O rapaz atrasa-se cinco minutos para pegar o ônibus para o Andaraí, chegando à condução, ele se senta no último banco, ao seu lado há uma dama envolta em um misterioso véu que cobria sua face.
Após conversarem muito e trocarem carinhos discretos, ela deixa o ônibus e diz a frase:
“No ti scordar di me!” (que significa não te esqueças de mim).
Ao passar uma quinzena, o jovem vai a um baile e depara-se com a conhecida voz, ao segui-la é tomado de grande surpresa, ao ver uma senhora idosa; fica desolado ao pensar que apaixonara-se por uma velha, mas ao escutar a conversa da dama descobre que a mesma, tem uma filha.
Depois de um mês procurando a jovem, encontra-a na ópera (La Traviata), onde busca de todas as formas chamar sua atenção, mas, ela foge deixando apenas um lenço de lembrança.
O rapaz acaba recebendo uma carta dizendo para esquecê-la, assim abalado decide refugiar-se na Tijuca.
Ao retornar a cidade recebe um recado de Carlota (este era o nome da jovem), que estava em Petrópolis e ali o esperava. Reencontraram-se e conversaram por um longo tempo, até a jovem recostar-se sobre o seio do rapaz que amava.
No outro dia recebeu uma carta de Carlota, na qual lhe dizia que estava muito doente e ele deveria esquecê-la, pois, partiria para a Europa.
Ao reencontrá-la em solo europeu vivem um amor cálido, esperando a morte de Carlota.
Em uma crise de sua doença, os jovens trocam o primeiro beijo de amor, que age como um bálsamo, levando Carlota ganhar forças e saúde.
Casaram-se em Florença e depois percorreram Alemanha, França e Grécia vivendo inteiramente o seu amor.